CÂMARA - Saiba Mais
No Brasil, a Constituição Federal atribuiu ao Poder Executivo a função de administrar, ao Judiciário a de julgar e ao Legislativo a função de produzir e aprovar leis. As Câmaras Municipais fazem parte do corpo legislativo e, além de criarem leis, também devem fiscalizar os atos do Executivo - representado pelo prefeito e seus respectivos secretários municipais - e sugerir melhorias para a cidade. A Câmara de Braço do Norte é composta por 09 vereadores, todos eleitos por meio do voto direto e secreto da população. O mandato é de quatro anos. Já os membros da Mesa Diretora, constituída pelo presidente da Casa e pelo primeiro e segundo secretários, são eleitos a cada biênio. Os vereadores são representantes dos cidadãos e, por isso, devem propor e aprovar projetos relativos ao interesse local. As atividades desenvolvidas por eles são: elaboração de leis, resoluções, decretos legislativos, requerimentos e indicações. Para cada uma dessas modalidades há um processo legislativo específico. Leis - As leis podem ser elaboradas pelos vereadores ou pelo prefeito. Os projetos de lei passam pelas comissões, que emitem os seus pareceres sobre as proposituras de acordo com a sua finalidade. A Comissão de Constituição, Justiça e Redação, por exemplo, analisa a constitucionalidade, juridicidade, regimentabilidade, técnica legislativa e redação. Já a Comissão de Finanças e Orçamentos emite parecer sobre matérias tributárias, empréstimo público e em projetos que possam alterar a despesa ou receita do município. Tendo passado pelas comissões, o projeto é incluído na Ordem do Dia e é votado em plenário. Se for rejeitado, é arquivado. Se for aprovado, é encaminhado para o prefeito que pode sancioná-lo ou vetá-lo. Se o projeto for sancionado ele se torna lei no dia em que é publicado no jornal Informativo Digital Caso ele seja vetado, ele retorna à Câmara. Nesse caso, os vereadores têm 30 dias para acatar ao veto, ou seja, concordar com o posicionamento do Poder Executivo e arquivar a matéria, ou derrubar o veto e publicar a lei. Neste caso, quem assina para lei é o presidente da Câmara, sem a concordância do prefeito. Resolvendo os problemas da cidade - Os vereadores têm função legislativa, ou seja, não podem executar, apenas criar leis. Para atender aos pedidos feitos pelos munícipes, que variam desde reclamações de buracos nas ruas até falta de atendimento em hospitais municipais, os vereadores fazem requerimentos e indicações. Os requerimentos são pedidos de informações destinados ao prefeito ou a outro órgão competente. Eles não passam pelas comissões, mas devem ser aprovados em plenário. Já as indicações dizem respeito a sugestões de melhorias nos bairros, como limpeza e manutenção de praças, bueiros, ou pavimentação asfáltica. Quem coloca em prática é o Poder Executivo por meio dos secretários. Os vereadores não têm controle sobre quando os seus pedidos serão atendidos.

A colonização das terras que hoje pertencem à Rio Fortuna iniciou por volta do ano de 1892. A maioria deles vinha de São Bonifácio. Os filhos de imigrantes alemães que aqui estabeleceram residência também vinham de outros lugares vizinhos: Anitápolis, Teresópolis, Tubarão e São Pedro do Sul (atual Armazém). Ao chegarem nas terras de Rio Fortuna, os pioneiros da colonização depararam com outros habitantes: os índios. Pertencentes a tribo Xoklen, foram os primeiros habitantes do município. 
Os primeiros colonizadores se estabeleceram nas regiões que hoje pertencem ao perímetro urbano de Rio Fortuna, mais especificamente no local conhecido como Encruzo (Rua Padre Auling com Augusto Ricken). 
O desbravamento do interior ocorreu apenas mais tarde. Uma das primeiras comunidades a receber descendentes de alemães foi o São Maurício (na divisa com Braço do Norte), cujos primeiros habitantes chegaram entre 1870 e 1880, mesmo ano em que Rio Bravo começou a ser habitado. O povoamento de Rio Café, Rio Pinto e Rio Branco iniciaram no final do século 19 (1898), assim como o Alto Rio Fortuna (1900). Já as demais comunidades começaram a ser habitadas apenas no início do século 20: Rio Claro (1914), Rio Chapéu (1920), Barra do Rio Chapéu (1920), Rio Facão (1920) e Rio dos Bugres (1921).

Origem do nome
Juntamente com os imigrantes que vieram colonizar a região de Rio Fortuna, também se encontrava açorianos. Vindos de São Pedro do Capivari, estes desbravadores tinham na caça, abundante na região, seu sustento. Conta-se que foi em uma dessas caçadas que teve origem o nome da cidade.
Na época, topógrafos da Empresa de Terras e Colonização estavam na região para demarcar as terras para os colonos. Com o auxílio de caçadores, os topógrafos mataram duas antas. Os animais caíram no rio, que até então não tinha denominação. Diante da façanha, os caçadores exclamaram: Glückfluss (Que Fortuna! Rio da Sorte). Assim o rio recebeu o nome de Fortuna que posteriormente seria o nome da cidade. 
*Informações extraídas do Livro: “Rio Fortuna: Nossa Terra, Nossa Gente” (Recorde: 1997), de autoria de Roberto João Tenfen.

Economia
A agropecuária ainda é a principal atividade econômica de Rio Fortuna. Neste setor, destaque para a criação de gado leiteiro e de corte, suínos, peixes, aves de corte e postura e apicultura. Além do cultivo de milho, fumo, feijão, mandioca, hortaliças, produtos agro ecológicos e fruticultura, em menor escala. O plantio de florestas é outra atividade que se expande no município, resultado do investimento dos agricultores no reflorestamento comercial.
O setor industrial teve significativo crescimento nos últimos anos em Rio Fortuna. Impulsionada pela criação de gado leiteiro, a produção de derivados do leite ganha destaque. O município está inserido numa das maiores bacias leiteiras do estado. As sete indústrias de laticínios da cidade recebem por dia mais de oitenta mil litros de leite. Na indústria, também é destaque o beneficiamento de madeira. O setor econômico também é impulsionado pelo extrativismo mineral e pelo comércio.

Geografia

Área: 283,30 Km2 
População: 4.468 habitantes (Censo Demográfico 2010) 

Posição Geográfica: Rio Fortuna é uma conformação territorial intercalada no estado de Santa Catarina, localizada no Hemisfério Ocidental, ao sul do Trópico de Capricórnio e inserida na Zona Temperada do Sul do País. 

Relevo: Rio Fortuna está situada na região das planícies litorâneas ou Zonas Costeiras, com altitudes inferiores a 200 metros. Na região sul existem planícies extensas, com costas altimétricas inferiores a 100 metros. Predominam-se nesta região os solos hidromórficos e os solos arenosos, salientando-se o desenvolvimento das dunas. Dentre os materiais de origem predominam-se o basalto e as rochas sedimentares. 

Hidrografia: Os rios que banham o município desembocam na Vertente do Atlântico, que corre para leste em direção ao Oceano Atlântico. Merecem destaque: Braço do Norte, Fortuna, Claro, Bravo, Branco, Café, Otília, Facão, dos Bugres, Chapéu, Espraiado, Areão e Azedo. 

Clima: O clima é classificado como mesotérmico úmido, sem estação seca, com verões quentes, apresentando uma temperatura média anual de 20ºC e uma precipitação total anual entre 1400 mm. As temperaturas médias giram entre 35ºC a máxima e 8ºC a mínima. 

Altitude e Longitude: Rio Fortuna está localizada a uma altitude de 130 metros acima do nível do mar, na Latitude de 28º13"1", e na Longitude de 49º10"5" a Oeste de Greenwich. 

Vegetação: A vegetação é marcada pelos serrados e mata atlântica. 

Limites: Ao Norte com Santa Rosa de Lima; ao Sul com Grão Pará, Braço do Norte e Armazém; a Leste com São Martinho, e a Oeste com Urubici e Grão Pará.